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MANUEL CUNHA - 38 Anos de Arte



 

 

BIOGRAFIA 

 

De génese autodidacta, Manuel Marques Cunha nasceu em Aveiro em 1964.

Com apenas 4 anos de idade, já “rabiscava” com uns rudimentares e simples lápis de cores,

folhas brancas de uma sebenta. Aos 12 anos, já se aventurava a desenhar ou a pintar retratos

dos seus amigos. As primeiras pinturas infantis, embora ingénuas, eram também

autenticamente puristas num estilo "naif" onde já se denotava a sua natural tendência para

os temas astrais. A sua fértil imaginação, desenhando foguetões espaciais, naves

extraterrestres, planetas habitados por monstros e gente "esquisita" já então despontava,

sendo costume encontrá-lo a pintar "o seu mundo" em murais, cubículos de convívio

adolescente e paredes de quartos de amigos. Nessa saudosa época, já se vislumbrava uma

criatividade sobredotada de algo diferente. Enquanto estudante, suas criações foram sempre

admiradas e louvadas por colegas e professores ao ponto de ter efectuado a sua estreia

pública individual em 1979 na então EICA-Escola Industrial e Comercial de Aveiro. Logo no ano

seguinte, os seus trabalhos "brilharam" no Liceu Homem Cristo, na sua terra natal.

Após concluir os estudos secundários, decide enveredar pela Publicidade como colaborador

"freelancer" e assim permaneceu durante quase sete anos. A predisposição de

adquirir mais conhecimentos e abrir a mentalidade a novas propostas, leva-o a trilhar

inúmeras rotas artísticas e assim, enriquecendo o seu profissionalismo, foi construindo

morosamente o seu já variado e valoroso currículo.

 

Estudou Belas Artes com professores-pintores que vão desde Jaime Silva (director da

Formação Artística da SNBA-Sociedade Nacional de Belas Artes de Lisboa), a Gonçalo

Ruivo, Mário Rita, Paiva Raposo até ao consagrado pintor chileno Francisco Ariztia.

Na área de Desenho de Anatomia, os professores-escultores Quintino Sebastião, Tavares

de Sousa e Manuel de Brito administraram a sua formação artística.

Nas áreas teóricas, aponta como seus educadores pedagógicos os professores-doutores

David Lopes (director do Curso de Temas de Estética e Teoria da Arte Contemporânea

da ESBAL- Escola Superior de Belas Artes de Lisboa), Margarida Calado e Cristina de

Azevedo Tavares.

Na área de Design Multimedia-WEB Designer administraram a sua formação o

engenheiro-informático José António, o consultor-TOC Felisberto Marques e o doutor

Augusto Andrade.

Nas áreas de Design e Comunicação-Artes Gráficas foram seus formadores os professores

Duarte Bélard, Henrique Cayatte, Paulo Ramalho e a destacada designer Vera Velez.

Na área da História da Azulejaria em Portugal e Pintura Decorativa Cerâmica (no âmbito da

Formação Profissional) foram seus monitores o professor António Galvão Lucas e os

mestres-pintores ceramistas João Calisto e António Limas.

 

                                                                                                                                                                                                                   

CURRICULUM VITAE

 

Colaborador de agências publicitárias (Audiodecor, Publicações M4 e Danfil) nas

áreas de Design, Maquetismo e criação de logotipos ou simbologia publicitária.

 

Colaborou em pinturas de painéis publicitários e de viaturas comerciais assim como

decorador de interiores de estabelecimentos comerciais. Trabalhos de índole publicitária

em autocarros de serviços públicos, pavilhões gimnodesportivos, estádio de futebol Mário

Duarte e nos certames da Feira de Março, Feira do Livro, Bienais Internacionais de

Cerâmica Artística de Aveiro e Agrovouga, entre outros locais do distrito de Aveiro.

 

Coleccionador de Modelismo de Aviação (pintura e montagem de "kits", miniaturas de

aviões e helicópteros de colecção museológica). Participação em exposições de Modelismo

da Portuscala (IPMS-International Plastic Modellers Society - Portugal), da qual é membro

associado, da FAP-Força Aérea Portuguesa no Aeródromo de Manobra AM1 da NATO,

em Maceda, Ovar (participou nas Expo Maceda 2011, 2012, 2013 e 2014 no Pólo do Museu do Ar),

e no salão da Junta de Freguesia de Espinho (nas Expo Espimodel 2015 e 2016).

Sócio do (GAMA-Grupo de Amigos do Museu do Ar - FAP - Alverca e Sintra).

Sócio subscritor da revista Mais Alto da FAP.

Colaboração com artigos sobre a Aviação Militar.

 

Curso de Formação Profissional de Pintor-Decorador Cerâmico (Nível 3) tendo exercido

a actividade artística laboral na prestigiada Cerâmica Aleluia em Aveiro. Desenvolvimento

de trabalhos artísticos nas áreas da azulejaria clássica (correntes estéticas do Romantismo,

Realismo Paisagístico, Naturalismo, Arte Nova e Cercaduras Clássicas).

 

Curso de História da Azulejaria em Portugal (Partex - CPS - Fundo Social Europeu).

 

Curso de Design e Comunicação - Artes Gráficas (ARCO - Centro de Arte e Comunicação

Visual - Lisboa).

 

Curso Superior de Design Multimédia - WEB Designer (CESAE - Universidade de Aveiro).

 

Licenciatura em Belas Artes - Formação Artística composta pelo seguinte conjunto de cursos:

Temas de Estética e Teoria de Arte Contemporânea.

Introdução à História da Arte.

História da Arte dos Séculos XIX e XX.

História da Arte em Portugal.

História da Arte acerca do Barroco.

História da Arte Românica.

Sociologia da Arte.

Geometria Descritiva.

Desenho (Iniciação - Complementar - Finalista - 3 anos com "modelo vivo" e "nus").

Pintura (Iniciação - Complementar - Finalista - 3 anos com "modelo vivo" e "nus").

 

Membro associado da Instituição Académica da Sociedade Nacional de Belas Artes

(SNBA-Lisboa), em parceria artístico-cultural com o Centro Nacional de Cultura e Fundação

Calouste Gulbenkian.

 

Membro associado da ANAP (Associação Nacional dos Artistas Plásticos - Porto),

em parceria com o Comité Nacional Português para a AIAP (Associação Internacional

dos Artistas Plásticos) e UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência

e a Cultura).

 

Membro participante no II e III Congressos Nacionais dos Artistas Plásticos, organizados

pela ANAP no Porto.´

 

Membro do IPV (Instituto Politécnico de Viseu) - Viseu.

 

Membro do Utopia (Núcleo Português de Arte Fantástica) - Lisboa.

 

Membro do A Grande Arte (Núcleo de Arte Fantástica Portuguesa) - Lisboa.

 

Membro da Artmajeur (Galeria de Arte On-Line) - Portugal.

 

Membro da AOI (Society for Art of Imagination) - Londres - Inglaterra.

 

Professor-Monitor de Belas Artes do Programa "Quartas de Cultura" no Centro Cultural

e de Congressos de Aveiro (organizado pelo Pelouro da Cultura da Câmara Municipal de Aveiro).

 

Colaborador dos jornais Diário de Aveiro e Campeão das Províncias na área da História da Arte.

 

Proprietário e Gerente Comercial da MOLDURSTUDIO, Lda (Estúdio de Arte, Atelier e

Molduras) - Gafanha da Nazaré, Aveiro e Esgueira.

 

 

EXPOSIÇÕES

 

A sua obra "OBERION" foi publicada na famosa revista espanhola Bellart-Bellas Artes

(Ediciones Jardin, SL-Madrid - para a Europa e América Latina) tendo sido galardoada

com o 1º Prémio.

 

Realizou 86 exposições até Maio de 2016 (entre individuais e colectivas) com algumas de

destaque e de rigorosa selecção, tais como:

 

Escola Industrial e Comercial de Aveiro (EICA), Liceu Homem Cristo-Aveiro, Cine-Teatro

Avenida-Aveiro, Residencial do Alboi-Aveiro, Hotel Afonso V-Aveiro, Hotel As Américas-Aveiro,

Hotel da Barra, Centro Comercial Oita-Aveiro, Sociedade Nacional de Belas Artes-Lisboa,

Feira Internacional de Lisboa (FIL), Salão de Arte de Plasencia-Espanha (Salón de Otoño),

Exponor-Porto, Fundação Cultural Mapfre Vida-Espanha (Premio Penagos de Dibujo),

Comemorações dos 500 Anos das Descobertas Portuguesas-Centro Cultural de Belém-Lisboa,

Bienal Internacional de Cerâmica Artística-Aveiro, Galeria Municipal de Aveiro (exposição divulgada

no programa televisivo "País País" na RTP 1), Galeria de Arte Grade-Aveiro, Galeria Nova

Imagem-Shopping Center Colombo-Lisboa, Casa Municipal da Juventude-Aveiro,

35ª Exposição Aveiro Arte na Galeria Municipal de Aveiro, Centro Cultural da Gafanha da

Nazaré-Ílhavo, Centro Cultural de Ílhavo, Centro Recreativo da Câmara Municipal de Estarreja, Feira

de Lafões-Oliveira de Frades (Pintura Rápida ao Ar Livre), Galeria Espaço Oikos-Lisboa, Galeria

Municipal Pavilhão Branco-Lisboa, Instituto Português da Juventude-Coimbra, Associação Goltz de

Carvalho-Figueira da Foz, Casa da Cultura de Paranhos-Porto, Fundação Dionísio Pinheiro-Águeda,

Centro Cultural e de Congressos de Aveiro (Olaria), Bodyland Mega Health Center de Leça da

Palmeira-Matosinhos, Galeria Espaço Arte Ditec-Lisboa, Galeria dos CTT-Lisboa, Biblioteca

Camões-Lisboa, Fundação Carmona e Costa-Lisboa, Centro Multimeios-Planetário-Espinho, Mercado

Ferreira Borges-Porto (30 Artistas no Porto), Fundação Eng. António de Almeida-Porto (20 Anos de

Pintura), Centro UNESCO-Porto (20 Anos de Pintura), Bienal Internacional de Arte de Vila Nova de

Cerveira, Bienal de Artes Plásticas “Cidade de Montijo” (Prémio Vespeira) e Bienal de Artes Plásticas

da Marinha Grande... entre outras.

 

 

REPRESENTAÇÕES

 

Obras doadas e representadas no espólio cultural e artístico da Câmara Municipal de Aveiro,

Casa-Museu de Estarreja, Centro Cultural da Gafanha da Nazaré, Centro Cultural de Esgueira,

Centro Cultural e de Congressos de Aveiro, Casa da Cultura de Paranhos-Porto, Fundação

Mapfre Vida-Espanha, Fundação Dionísio Pinheiro-Águeda, Centro UNESCO-Porto, Fundação

Engenheiro António de Almeida-Porto e obras vendidas para coleccionadores particulares

em Portugal, Espanha, Brasil, EUA, Suíça, Inglaterra, Alemanha, Luxemburgo, Canadá, 

Venezuela, Ilha da Madeira, Macau e África do Sul.

 

 

APRECIAÇÕES

 

Não tendo ídolos mas sim aqueles cuja Obra mais admira, Manuel Cunha sublinha

René Magritte, Hieronymus Bosch, Salvador Dalí e Pieter Bruegel.

 

Assinando os seus quadros pelo heterónimo OLEN, as suas criações artísticas são

testemunhos evidentes de uma capacidade de comunicação visual notável e até incomum.

Uma grande versatilidade técnica e uma criatividade sem limites têm resultado numa

trajectória artística que incide na criação de uma Obra absolutamente "outside", designada

pelo artista como Ficcionismo Neoclássico Oberiano.

 

Desde 1976, a sua mestria evolui por um universo estético muito apurado e

notoriamente original. Um equilíbrio cromático perfeito numa temática transcendental,

centrada no imaginário e no sonho, povoam por todo o lado a sua Obra.

 

Renunciando a todo o tipo de influências ou a estereótipos e imunizando-se à clonagem

imposta pelos comercialismos, a sua Arte tem como desígnio principal a total libertação 

criativa das correntes estéticas dominantes, das tendências e das modas efémeras.

Desafortunadamente por tradição, mas também por preferência pessoal, Manuel Cunha

trabalha afincadamente, sempre isolado na obscuridade. Heroicamente vai atravessando

áridos desertos a pé descalço, envolto numa dedicação desmedida e sempre hirto na sua

pose individualista por natureza. Assumindo o seu existencialismo artístico, mostra a sua

Arte sempre numa coragem humilde, convivendo com ela num monólogo de fascínio e paixão.

 

O autor afirma que: "- o Ficcionismo vem despertando e renovando a predisposição intuitiva

para os desenhos figurativos metafóricos, elevando-os para uma temática introspectiva e

transcendental. O resultado final é uma pintura purista e absoluta. A minha obra OBERION

é conotada de mistério e ocultismo, está envolta numa ambiência alquimista e algo estranha,

mas emana também curiosidade e sedução".

 

Manuel Cunha é o típico artista que rompe com os convencionalismos, com simplismos

convenientes e fáceis, com normas mercantilistas e críticas depreciativas. Dotado de uma

brilhante linha de trabalho, pós-moderna e simultaneamente de cariz neoclássico reformista,

a leitura que se expressa na sua pictocaligrafia Art Retro é seguramente ímpar. Mergulhada

num estilo oniricamente Sci-Fiction, misticismo, profecia, alquimia, fantasia, mitologia,

magia e que mais... são presenças assíduas na sua obra.

 

Não me parece producente clamar a sua imagética por adjectivos metafóricos ou sentidos

figurados. Apenas será racional tentar descodificar e entender a linguagem visual encantadora

dos seus quadros.

Este artista criou um "voo intergaláctico" deveras genial. Desenvolveu morosamente, com

determinação e muito esforço, um estilo místico e visionário cheio de peculiaridades muito

próprias. Indubitavelmente estamos na presença de um grande talento, ninguém poderá

ignorar isso. 

 

Para quem o conhece, Olen é aquele artista que se lhe adivinham características de esteta

sensível e sobredotado, um criador transcendental que surpreende.

Deste artista, de capacidades multifacetadas, tudo se pode esperar. Ele é na verdade uma

dessas forças da natureza que nascem para serem grandes artistas mas que infortunadamente

viverão sempre frustradamente conscientes do seu inegável valor.

No entanto, se continuar persistentemente remando contra essa maré de mediocridade

colectiva, sem dúvida que alcançará o devido e justo reconhecimento, preferencialmente no

Estrangeiro. Acabar morrendo humildemente, com as tintas e os pincéis nas mãos, na obscuridade,

na ignorância e no desconhecimento (em plena Era da Informação) será certamente uma

autêntica imbecilidade para o "status quo" cultural português.                 

 

Transbordando uma força anímica muito pessoal, a sua obra OBERION está, indubitavelmente,

ao nível da melhor Fantasy Art que se faz no mundo e é, seguramente, uma referência

a ter em conta na Arte Contemporânea Portuguesa deste século.

 

Arquitecto  Jaime Soares Brandão 

 

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A Pintura de Manuel Cunha constitui uma verdadeira terapia, pois transmite ao espírito

humano significativas alterações quanto à abertura de espaços eutímicos. O seu peculiar

estilo, coloca-nos perante um caso de autêntica originalidade.

 

Muita criatividade e um notório esforço tecnicista numa elaboração complexa, para além

da fascinante criação narrativa da sua Obra, situam este grande artista no núcleo dos mais

promissores da cena artística actual em Portugal.

 

Em jus da verdade, a sua fértil imaginação, o seu estilo destacado da mediania habitual e o

nível técnico elevado que laboriosamente foi atingindo, não está ao alcance das capacidades de

um qualquer pintor. Além disso, os seus temas não se restringem ao habitual copismo seguidista

ou ao espelhamento das realidades da sua terra natal, da sua região, da sua gente ou até do seu

país. A sua obra erradia uma universalidade que ultrapassa até a realidade deste mundo. De facto,

ela é um verdadeiro convite ao sonho e à viagem através do cosmos, muito para além desta realidade.

Nada na sua Obra é daqui. A alma deste artista vagueia pelos inalcançáveis e longínquos horizontes

extraterrenos que se denotam nas suas espectaculares visões futuristas, tão presentes e poeticamente

tão reais que nos fazem meditar.

 

Olen pinta afinal, aquilo que ninguém vê!

 

É também evidente que a segurança de afirmação da sua personalidade jamais cederá a

conveniências ou conformismos de qualquer espécie. O estilo deste pintor não se vincula a

modismos efémeros e estereotipados (quantas vezes desabrochando em autênticos mamarrachos

pastosos, ornamentados de bricolage, impessoais e descaracterizados até à exaustão). A Pintura

de Olen (Manuel Cunha) é purista e autêntica, tecida numa linhagem pictórica homogénea e verdadeira

e por isso não se enquadra nos receituários fastidiosos habituais, quase sempre repetitivos e

preferencialmente seguidos à letra por certos pseudoartistas. A sua filosofia imagética tem um

enquadramento deveras personalizado, enfim é uma Arte de outra espécie. 

A linguagem visual tem um código de comunicação deveras diferente e absolutamente inovador,

por isso tornam este pintor num caso muito peculiar e originalmente invulgar. As suas criações são

elaboradas numa gramática sofisticadamente traduzível e constituídas por um jogo de metáforas

poéticas que nos contam quimeras. A sua componente surrealizante na transmissão de ideias, tece

um jogo de utopias e constantes surpresas.

 

Oberion é uma Obra em constante criação, sequencialmente desdobrada em várias partes, como se

de uma história literária fantasista se tratasse. Está por isso, em permanente expansão, tal como o

universo que tão bem retrata. Contemplar esta Obra requer uma predisposição e um estado de

espírito diferente, mais intimista.

 

Indubitavelmente estamos perante uma Arte que vale a pena descobrir. Sua importância é

demasiadamente notória para ser discriminadamente ignorada.

 

Designer  Teresa Medina

 

 

 

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